Bem, desculpem a demora, mas final de semestre é foda na universidade...
Onde andávamos mesmo? Ah, sim, eu e Roberto (o burro vem na frente) passeávamos tranquilamente na feira do livro de POA, quando vimos o bêbado espumando sangue pela boca.
Bem, logo após, enquanto acabávamos de dar algumas risadas com os títulos curiosos de alguns livros de ocultismo e maçonaria (ótimos títulos, vale a pena dar uma olhada nas capas e rir um pouco), uma rajada de vento inesperada faz voar alguns livros das tendas que ficavam mais perto da rua... ok, aqui termina a recapitulação, a partir de agora é novidade...
Antes de contar o resto, devo retomar e externar o que fazíamos antes de tomarmos um susto com o vento; o dia estava muito abafado. Muito. Demais. Em excesso. Fui claro? Comprei o ótimo livro do Vitor Ramil e levei para o cara autografar. O Roberto e eu (o burro vem na frente) batemos um rápido papo com ele, que reclamou do calor também. Aliás, ele é, apesar de vir de Pelotas, um típico "porto alegrense de classe média interessado em eventos culturais": o jeito de falar, os assuntos (do tipo: "O Fogaça teve aqui agora há pouco e disse que o lugar da sessão de autógrafos era bem mais fresquinho antes... até batia um Minuano de vez em quando..."). Me pareceu ser um cara gente fina, foi muio solícito com os fãs.
Bem, desviei do foco. Voltando... Quando bateu o vento forte, depois de ajudar os vendedores mais desafortunados a juntar os livros, olhei para o Roberto e disse:
- Melhor a gente ir embora logo. Parece que vem temporal...
- Será? Às vezes a chuva só rodeia e não cai... - disse o Roberto.
Mais tarde ele se arrependeu de ter pensado isso.
Voltaremos.